terça-feira, 1 de novembro de 2016

Pela 1ª vez desde fundação, PT não elege nenhum prefeito no ABCD; PSDB elege 11 na Grande SP

Pela primeira vez desde sua estreia nas eleições municipais, em 1982, o PT ficou sem nenhuma cidade do ABCD paulista. No balanço da eleição, O PSDB ficou com três prefeituras do conjunto e o PV ficou com Diadema.
Santo André foi o único município do grupo que levou um candidato petista ao segundo turno, mas o atual prefeito, Carlos Grana (PT), foi derrotado por Paulo Serra (PSDB), que teve 78,2%. O tucano já foi secretário de Mobilidade de Grana antes de migrar ao partido atual.
São Bernardo elegeu o deputado estadual Orlando Morando (PSDB), que teve 59,8% dos votos contra o deputado Alex Manente (PPS).
Diadema reelegeu Lauro Michels (PV), que obteve 57,7% na disputa contra Vaguinho (PRB). O tucano José Auricchio Jr. havia sido eleito em São Caetano do Sul ainda no primeiro turno.
Desde a gestão de Gilson Menezes, que iniciou seu mandato em 1983 em Diadema, o PT sempre deteve a gestão de ao menos uma cidade.
Em São Bernardo do Campo, berço do sindicalismo , o PT sofreu dupla derrota. Após ficar fora do segundo turno, apoiou Manente. A ação acabou se tornando uma espécie de "apoio maldito" ao candidato do PPS. São Bernardo é administrada há oito anos pelo petista Luiz Marinho.
"Houve resgate do legado do presidente Fernando Henrique. Um contraste entre quem consertou o país e quem estragou", afirmou Morando à Folha. Tucanos avaliam que o apoio de João Doria, eleito na capital, ajudou.
De todos os 39 municípios da região metropolitana de São Paulo, o PT teve uma única vitória. Em Franco da Rocha, Kiko Celeguim se reelegeu com 73,4%.
Em Mauá, única cidade da Grande São Paulo, além de Santo André, em que o PT foi ao segundo turno, o atual prefeito Donisete Braga (PT) foi batido por Átila Jacomussi (PSB), que teve 64,5%. A derrota contraria o histórico do município, que escolheu o PT em quatro das sete eleições disputadas desde a redemocratização.
O PSDB foi o partido que se saiu melhor na região metropolitana –elegeu 11 prefeitos. Depois, estão o PR, com seis municípios; o PSB, com cinco; e o PRB, com quatro.
BANDEIRANTES
Alguns dos candidatos que pertencem a partidos da base do governador Geraldo Alckmin (PSDB) sustentaram, ao longo da campanha, que sua interlocução com o Palácio dos Bandeirantes poderia levar seu município a receber mais recursos do Estado.
Eleito em Guarulhos com 83,5% dos votos, Guti (PSB) afirmou à Folha no último dia 14 que seu convite de filiação veio do vice-governador Márcio França (PSB).
"Ele me convidou para ir ao Palácio conversar com ele e mostrou o plano de ação do PSB", afirmou. Guti prometeu que, com sua eleição, Guarulhos – governada pelo PT nos últimos 16 anos–, passaria a ter "portas abertas para o Governo do Estado".
Ele derrotou o deputado Eli Corrêa Filho (DEM), que perdeu 40 mil votos entre o primeiro e o segundo turno.
Em Osasco, Rogério Lins (PTN), outro aliado de Alckmin, venceu com 61,2% dos votos o prefeito pedetista Jorge Lapas prometendo "reestabelecer" relação da cidade –governada pelo PT durante 12 anos, até a saída de Lapas do partido em março– com o Estado. Lins disse que Alckmin prometeu aumentar investimentos no município.
O resultado do segundo turno foi comemorado no entorno do governador como a confirmação da força dele, assinalada com a vitória de João Doria.
Um interlocutor de Alckmin afirma que ele, ao contrário do que colegas de partido pensavam, é capaz de "conduzir" e deixa para trás a imagem de "picolé de chuchu".

(UOL)

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